Doenças
Identificar condições clínicas que podem estar contribuindo para cansaço, fraqueza, perda de peso ou redução da funcionalidade.
Programa
Força, autonomia e funcionalidade para viver o envelhecimento com mais segurança.
Depois de uma internação, uma doença ou um período de maior fragilidade, é comum perceber que o idoso não voltou a ser exatamente como antes.
O Programa Vitalidade foi desenvolvido para compreender os fatores por trás dessa perda e acompanhar, de forma estruturada, o caminho de recuperação, preservação e fortalecimento da funcionalidade.
“Recuperar a energia e a autonomia podem ser possíveis — com o acompanhamento certo, cada mês pode trazer mais força, independência e bem-estar.”
— Dra. Sumika Mori
Perder força, mobilidade ou disposição ao longo do envelhecimento não deve ser simplesmente atribuído à idade.
Doenças, internações, medicamentos, falta de apetite, perda de massa muscular, sedentarismo, alterações de equilíbrio, sono inadequado e outros fatores podem contribuir para uma perda progressiva de funcionalidade.
O primeiro passo é compreender o que mudou.
O segundo é identificar o que pode ser tratado, ajustado ou fortalecido.
É esse caminho que o Vitalidade acompanha.
O programa foi pensado para idosos que passaram a apresentar mudanças importantes em força, mobilidade, disposição ou autonomia. Cada situação deve ser avaliada individualmente.
Identificar condições clínicas que podem estar contribuindo para cansaço, fraqueza, perda de peso ou redução da funcionalidade.
Revisar tratamentos e identificar medicamentos que possam estar contribuindo para sintomas ou perda funcional.
Observar alimentação, apetite, perda de peso e ingestão adequada de nutrientes.
Avaliar composição corporal e sinais relacionados à sarcopenia.
Compreender como força, equilíbrio e mobilidade estão interferindo na vida cotidiana.
Observar o que o paciente consegue fazer sozinho e quais atividades passaram a exigir ajuda.
Uma recuperação consistente começa por uma avaliação que enxergue o conjunto.
Quatro dimensões acompanhadas de forma integrada ao longo de todo o programa.
Acompanhar força muscular e identificar oportunidades para reduzir perdas e favorecer recuperação.
Avaliar deslocamento, equilíbrio e segurança para movimentar-se.
Observar alimentação, apetite, composição corporal e fatores que podem interferir na recuperação.
Observar disposição, participação nas atividades e capacidade de retomar a vida cotidiana.
O Vitalidade é estruturado para acompanhar o paciente ao longo de quatro meses.
A cada encontro, o momento clínico é reavaliado e o plano de cuidado pode ser ajustado conforme a evolução.
Todo mês existe um encontro presencial. Entre eles, o acompanhamento continua.
Uma internação pode terminar no hospital, mas suas consequências podem permanecer por semanas ou meses.
É comum que, depois de uma doença aguda ou hospitalização, o idoso apresente perda de força, redução de mobilidade, perda de apetite, perda de massa muscular ou maior dependência para atividades cotidianas.
O acompanhamento geriátrico nesse período pode ajudar a compreender o que mudou, identificar fatores modificáveis e organizar um plano de recuperação compatível com as condições e possibilidades de cada pessoa.
Quando a internação ainda está em curso, esse cuidado pode começar antes da alta, com o Programa No Hospital.
A síndrome da fragilidade representa uma redução da reserva fisiológica do organismo, tornando a pessoa mais vulnerável diante de doenças e situações de estresse.
Já a sarcopenia está relacionada à perda de força e massa muscular, podendo comprometer mobilidade, equilíbrio e autonomia.
Identificar esses fenômenos é importante porque muda a forma de planejar o cuidado: as prioridades clínicas, o ritmo das condutas, a atenção à nutrição e ao movimento e a antecipação de riscos.
A experiência da Dra. Sumika com fragilidade, desempenho funcional e pesquisa em sarcopenia faz parte da construção do método do programa.
Equipe

Geriatria
Médica geriatra formada pela Faculdade de Medicina da USP, com residência em Clínica Médica e Geriatria no Hospital das Clínicas.
Especialista em Geriatria pela SBGG e em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine.
Doutora em Ciências Médicas pela FMUSP, com pesquisa voltada à síndrome de fragilidade e desempenho funcional, e pós-doutoranda em pesquisa relacionada à sarcopenia.
É fundadora da Gokí Longevidade e coordena atualmente o Ambulatório de Fragilidade do Hospital das Clínicas – FMUSP.
Sua atuação combina medicina baseada em evidências com uma visão centrada na funcionalidade, autonomia e qualidade de vida durante o envelhecimento.
Conheça toda a equipe da Gokí Longevidade.
Equipe de Gerontologia
O cuidado não termina na prescrição.
Para que um plano terapêutico funcione, ele precisa caber na vida real.
Quando pertinente, o Vitalidade conta com a Equipe de Gerontologia para ajudar paciente e família a transformar as orientações médicas em uma rotina possível.
Quando um idoso perde autonomia, a família frequentemente precisa reorganizar toda a rotina.
Por isso, parte do cuidado é ajudar os familiares a compreenderem o que está acontecendo, quais mudanças são esperadas e como podem apoiar o paciente sem substituir sua autonomia desnecessariamente.
A formação da Dra. Sumika em Medicina do Estilo de Vida orienta a atenção a dimensões que sustentam a funcionalidade no dia a dia.
Encontrar formas seguras e possíveis de permanecer ativo.
Construir uma alimentação adequada às necessidades e possibilidades de cada pessoa.
Manter vínculos e participação social.
Reconhecer e cuidar dos fatores que interferem no bem-estar.
Preservar atividades e relações que dão significado à vida.
O objetivo não é acompanhar apenas números. É entender se as mudanças observadas estão fazendo diferença na vida cotidiana.
O Vitalidade tem duração estruturada de quatro meses, mas o acompanhamento geriátrico pode continuar depois desse período, conforme as necessidades de cada paciente.
Pacientes que concluem programas da Gokí podem seguir com acompanhamento, conforme indicação clínica e organização da equipe, no cuidado contínuo.
Perguntas frequentes
O Vitalidade é um programa de acompanhamento geriátrico estruturado, com duração de quatro meses, voltado a idosos que passaram a apresentar perda de força, mobilidade, massa muscular, disposição ou autonomia. O foco é compreender as causas dessa perda funcional e acompanhar, ao longo do tempo, um plano de cuidado individualizado.
Quando a fraqueza no idoso passa a interferir nas atividades do dia a dia, quando surgem quedas ou alterações de equilíbrio, quando há perda de peso ou falta de apetite, ou quando a pessoa passa a precisar de ajuda para tarefas que antes fazia sozinha. Essas mudanças não devem ser atribuídas apenas à idade e merecem avaliação geriátrica.
As causas costumam ser múltiplas: doenças crônicas ou agudas, efeitos de medicamentos, alimentação inadequada, perda de massa muscular, sedentarismo, dor, alterações de sono, questões emocionais e o período de recuperação após internações. Por isso a investigação precisa considerar o conjunto, e não um fator isolado.
Sarcopenia é a perda de força e de massa muscular associada ao envelhecimento e a outros fatores, como doenças, imobilidade e alimentação insuficiente. Ela pode comprometer mobilidade, equilíbrio e autonomia, e sua identificação ajuda a orientar estratégias de cuidado.
A síndrome da fragilidade representa uma redução da reserva fisiológica do organismo, tornando a pessoa mais vulnerável diante de doenças, internações e outras situações de estresse. Reconhecer a fragilidade no idoso permite planejar o cuidado com mais cautela e antecipação.
A fragilidade é uma condição mais ampla, relacionada à vulnerabilidade global do organismo. A sarcopenia está especificamente ligada à perda de força e massa muscular. Elas frequentemente caminham juntas, mas exigem avaliações e abordagens distintas dentro do acompanhamento geriátrico.
A recuperação funcional do idoso após internação depende de compreender o que mudou: quais doenças foram tratadas, quais medicamentos foram alterados, como estão alimentação, sono, força e mobilidade. A partir dessa avaliação é possível organizar um plano de recuperação compatível com as condições de cada pessoa, sem garantir que o estado anterior será integralmente restabelecido.
O geriatra investiga os fatores clínicos, medicamentosos, nutricionais e funcionais envolvidos na perda de autonomia no idoso, define prioridades de tratamento e acompanha a evolução ao longo do tempo, ajustando o plano conforme a resposta observada na vida cotidiana.
O acompanhamento geriátrico combina consultas presenciais periódicas, reavaliação clínica, revisão de medicamentos, avaliação da funcionalidade e contato entre os encontros. No Vitalidade, esse acompanhamento é organizado ao longo de quatro meses, com um encontro presencial por mês.
A alimentação tem papel importante na manutenção da massa muscular e da disposição. Falta de apetite, perda de peso e ingestão insuficiente de proteínas e outros nutrientes podem contribuir para fraqueza e perda funcional, por isso esses aspectos são avaliados de forma sistemática.
A avaliação de quedas considera equilíbrio, força, visão, medicamentos, dor, calçados e o ambiente da casa. Atuar sobre os fatores modificáveis pode reduzir riscos, ainda que nenhuma abordagem elimine completamente a possibilidade de novas quedas.
Sempre que forem persistentes, involuntárias ou acompanhadas de fraqueza, cansaço e redução das atividades habituais. Perda de peso no idoso pode indicar doenças, efeitos de medicamentos, alterações de humor ou dificuldades práticas com a alimentação, e a avaliação deve ser individualizada.
O Vitalidade pode começar por uma consulta e conversa com os demais programas da Gokí Longevidade: Cérebro Integrado, Melhor Em Casa e No Hospital. Veja todos em Programas.
Recuperar força e autonomia pode ser possível — e, quando isso não acontece completamente, preservar o que permanece também é uma forma de cuidado.
O Vitalidade acompanha cada etapa desse processo com um olhar geriátrico amplo, considerando doenças, medicamentos, nutrição, força, mobilidade, funcionalidade e a realidade de cada pessoa.
Porque cuidar da vitalidade não é apenas viver mais.
É buscar condições para continuar vivendo bem, com segurança, autonomia e significado.