Doença aguda
Compreender o quadro que levou à internação e sua evolução.
Programa
Um olhar geriátrico especializado durante a internação e na transição de volta para casa.
A internação hospitalar é um momento de grande vulnerabilidade para a pessoa idosa.
O Programa No Hospital oferece acompanhamento geriátrico próximo e coordenado durante esse período, olhando não apenas para a doença que levou à internação, mas também para funcionalidade, medicamentos, mobilidade, nutrição, cognição e os próximos passos do cuidado.
“A internação hospitalar não precisa ser sinônimo de perda. Com o cuidado certo, ela pode ser uma ponte segura para a volta para casa e a retomada da autonomia.”
— Dra. Sumika Mori
Uma internação pode ser necessária para tratar uma infecção, uma queda, uma cirurgia, uma descompensação clínica ou qualquer outra condição aguda.
Mas, especialmente no envelhecimento, o período hospitalar também pode trazer consequências que vão além da doença inicial.
Dias de imobilidade podem significar perda de força.
Uma mudança de medicamentos pode alterar equilíbrio, atenção ou disposição.
Uma alteração de consciência pode evoluir para delirium.
Uma redução do apetite pode comprometer o estado nutricional.
E uma alta sem planejamento pode tornar a volta para casa mais difícil do que deveria ser.
O cuidado geriátrico durante a internação busca olhar para essas diferentes dimensões ao mesmo tempo.
O programa pode ser especialmente relevante para pessoas idosas internadas que apresentam maior complexidade clínica, fragilidade ou risco de perda funcional. Cada situação deve ser avaliada individualmente.
O olhar geriátrico considera, ao mesmo tempo, dimensões que costumam definir como a pessoa idosa sairá da internação.
Compreender o quadro que levou à internação e sua evolução.
Observar o quanto a internação está interferindo na capacidade de realizar atividades.
Estimular, quando clinicamente seguro, a manutenção do movimento e reduzir períodos desnecessários de imobilidade.
Reconhecer alterações cognitivas e sinais de delirium.
Revisar prescrições, indicações, riscos, interações e possíveis efeitos adversos.
Observar ingestão alimentar e fatores que possam comprometer a recuperação.
Orientar familiares e ajudá-los a compreender o momento clínico e as decisões.
Antecipar o que será necessário para que a transição para casa seja mais organizada e segura.
Durante uma internação, especialmente em pessoas idosas, pode surgir uma alteração aguda da atenção e da consciência chamada delirium.
Ela pode se manifestar como confusão, desorientação, sonolência incomum, agitação ou mudanças importantes no comportamento.
A avaliação geriátrica não elimina esse risco, mas pode ajudar a identificar fatores de risco e atuar sobre aquilo que é modificável.
Para um idoso, permanecer muitos dias no leito pode representar perda significativa de força e independência.
Por isso, o acompanhamento não deve considerar apenas exames e sinais clínicos.
Também é importante observar como o paciente está se movimentando, alimentando-se, comunicando-se e realizando atividades.
Durante uma internação, a prescrição pode mudar diversas vezes.
Para a pessoa idosa, cada medicamento precisa ser analisado considerando indicações, benefícios, riscos, interações e o conjunto da prescrição.
Quando alguém que amamos está internado, decisões importantes precisam ser tomadas em pouco tempo.
A família pode ter dificuldade para compreender termos médicos, interpretar mudanças clínicas ou saber quais perguntas fazer.
Durante uma internação, diferentes profissionais podem participar do cuidado.
Clínicos, cirurgiões, especialistas, enfermagem, fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia e outros profissionais podem ter papéis importantes.
O olhar geriátrico ajuda a integrar essas diferentes informações à história, às capacidades e aos objetivos daquele paciente, sempre em colaboração com a equipe responsável pelo tratamento no hospital.
Voltar para casa não significa simplesmente sair do hospital.
Para muitos idosos, a alta exige uma reorganização completa da rotina. O planejamento busca reduzir riscos e descontinuidades no cuidado.
Quanto mais cedo essas questões são identificadas, mais organizada pode ser a transição para o próximo momento do cuidado.
O programa contempla uma etapa de transição assistencial após a alta, para que aquilo que foi construído durante a internação tenha continuidade.
Os primeiros dias e semanas após uma internação podem ser especialmente importantes.
Mudanças de medicamentos, redução da força, alteração do apetite, dificuldade de mobilidade e insegurança da família podem tornar essa fase desafiadora.
Por isso, a transição entre hospital e domicílio precisa ser planejada e acompanhada. Quando o cuidado médico segue no próprio lar, ele pode continuar pelo Melhor Em Casa; quando o foco passa a ser recuperar força e funcionalidade, pelo Vitalidade.
Equipe

Geriatria
Médica geriatra formada pela Faculdade de Medicina da USP, com residência em Clínica Médica e Geriatria no Hospital das Clínicas.
Especialista em Geriatria pela SBGG e em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine.
Doutora em Ciências Médicas pela FMUSP, com pesquisa voltada à síndrome de fragilidade e desempenho funcional, e pós-doutoranda em pesquisa relacionada à sarcopenia.
É fundadora da Gokí Longevidade e coordena atualmente o Ambulatório de Fragilidade do Hospital das Clínicas – FMUSP.
Sua atuação combina medicina baseada em evidências com uma visão centrada na funcionalidade, autonomia e qualidade de vida durante o envelhecimento — experiência especialmente relevante diante da fragilidade, da complexidade clínica e da recuperação após uma doença aguda.
Conheça toda a equipe da Gokí Longevidade.
Equipe de Gerontologia
Depois de uma internação, muitas orientações precisam ser transformadas em mudanças concretas na rotina.
Quando pertinente, a Equipe de Gerontologia ajuda paciente e família a reorganizar o cotidiano, o ambiente e a rede de apoio para que o plano de cuidado seja possível na vida real.
Uma internação pode ser um momento difícil, mas também pode representar uma oportunidade para rever o que mudou, corrigir fatores que estavam comprometendo a saúde e preparar uma volta para casa mais segura.
O objetivo do cuidado geriátrico não é simplesmente atravessar a internação.
É pensar desde o início em como o paciente poderá sair dela.
Hospital, domicílio e consultório podem fazer parte de uma mesma trajetória. O No Hospital integra a proposta de cuidado contínuo da Gokí Longevidade, ao lado das consultas e dos programas Melhor Em Casa, Vitalidade e Cérebro Integrado. Veja todos em Programas.
Perguntas frequentes
É o acompanhamento de um médico geriatra durante a internação de uma pessoa idosa, com atenção simultânea à doença aguda, à funcionalidade, aos medicamentos, à cognição, à nutrição e ao planejamento da alta. A geriatria hospitalar atua de forma complementar e coordenada com a equipe responsável pelo tratamento no hospital.
Pode fazer sentido quando o paciente é frágil, tem múltiplas doenças, usa vários medicamentos, apresenta alterações cognitivas, teve quedas ou perda recente de mobilidade, ou quando a internação é prolongada e a recuperação mais complexa. Cada situação deve ser avaliada individualmente.
Acompanha a evolução clínica, avalia funcionalidade e mobilidade, observa sinais de delirium, revisa a prescrição considerando riscos e interações, acompanha a alimentação, orienta a família e participa do planejamento da alta, sempre em diálogo com as equipes assistenciais do hospital.
O geriatra soma ao cuidado hospitalar um olhar sobre o conjunto: história prévia, capacidades, medicamentos, contexto familiar e objetivos de cuidado. Esse olhar ajuda a considerar não apenas o tratamento da doença aguda, mas também aquilo que sustenta a autonomia da pessoa idosa.
Delirium é uma alteração aguda da atenção e da consciência que pode surgir durante internações, especialmente em pessoas idosas. Pode se manifestar como confusão, desorientação, sonolência incomum, agitação ou mudanças importantes de comportamento, e costuma estar relacionado a fatores clínicos, medicamentosos e ambientais.
Não é possível eliminar riscos, mas é possível atuar sobre fatores modificáveis: reconhecer precocemente alterações clínicas e cognitivas, revisar medicamentos, cuidar da alimentação, favorecer sono e orientação, estimular mobilidade quando clinicamente seguro e manter a família informada e participante.
Períodos prolongados no leito favorecem perda de força durante a internação. Reduzir a imobilidade desnecessária, estimular movimento dentro do que for clinicamente seguro, cuidar da ingestão alimentar e acompanhar a capacidade funcional ao longo dos dias são medidas que fazem parte do olhar geriátrico hospitalar.
Cada medicamento precisa ser analisado considerando indicação, benefício esperado, riscos, interações e o conjunto da prescrição. Em idosos, a atenção à polifarmácia é especialmente importante, e a prescrição deve ser revista ao longo da internação e organizada para o momento da alta.
A alta hospitalar do idoso começa antes do último dia de internação. É preciso avaliar funcionalidade, mobilidade, necessidade de ajuda, medicamentos, alimentação, adaptações do ambiente, suporte familiar e quais profissionais acompanharão a recuperação em casa.
A combinação de doença aguda, imobilidade, alterações de medicamentos, redução do apetite e mudança de ambiente pode levar à perda funcional após internação. Reconhecer isso cedo permite organizar um plano de recuperação compatível com as possibilidades de cada pessoa.
A transição do hospital para casa é acompanhada com reavaliação geriátrica, revisão do plano terapêutico e funcional, orientação à família e organização da rotina, para que os cuidados após a internação tenham continuidade e façam sentido na vida real.
Não. O geriatra do programa atua de forma complementar e coordenada com a equipe responsável pelo tratamento hospitalar, somando um olhar geriátrico especializado ao cuidado já em curso.
A internação é apenas uma parte da história.
Para a pessoa idosa, cuidar bem também significa proteger sua funcionalidade, compreender suas necessidades e preparar, desde cedo, os próximos passos.
O Programa No Hospital oferece um olhar geriátrico especializado durante esse momento de vulnerabilidade, integrando cuidado médico, família e equipe assistencial para que a transição entre hospital e casa seja mais organizada e segura.
Porque o objetivo não é apenas sair do hospital. É voltar para a vida.